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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Amo-te Singela Flor de Aruanda


 

Hoje me coloquei a pensar, e voltei no tempo, exatamente há 17 anos, quando eu conheci a Umbanda... Minha Religião, Minha amada e querida Umbanda. Graças a ela conheci o mundo espiritual, e conhecendo este mundo consegui ter uma visão ampla da vida, de forma que possamos ter entendimento para encarar todos os problemas materiais e espirituais que são contra nosso aperfeiçoamento. Agradeço a Deus, os Orixás, e todas as entidades por me ensinarem muitas coisas, e mesmo de alguma forma ou outra, eu só me permitir conseguir ver o que me convém devido a minha cegueira do egoísmo, eles sempre me guiaram pelo o caminho do bem e jamais desistiram de mim... Tenho muito a aprender, a evoluir... A Jornada é longa, a cada dia peço discernimento e sabedoria para sobressair a todas as dificuldades. E Já que relembrei tudo que deu inicio a minha caminhada, recordei-me de uma poesia que li no meu primeiro livro sobre a Religião, e em homenagem a está infinita bondade chamada Umbanda, quero compartilhar com todos Vocês:

Do Livro “Umbanda Perguntas & Respostas” de J. Edson Orphanake:
 
A UMBANDA

“Amo-te, singela flor de Aruanda.
 Límpida, meiga, sem deslizes,
 Essência divina és tu Umbanda,
 Ameno destino de infelizes.
 Tu és monturos, mas não dizes,
 Tudo que é ruim a Ti o mundo manda
 E limpas sem deixar cicatrizes
 Nem maldizer a parte nefanda.
 Vai, pescadoras de diamantes,
 Vai, pois, buscar fundo, distante,
 Opacos espíritos, quais ateus.
 Tua gloria vem de árduas lutas:
 Lapidas rudes almas, brutas,
 Mandando anjos para Deus.”

Axé!!!!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

No meu conceito...



Falar da religião com amor, com o coração, com toda simplicidade e humildade, Com toda a sua verdade dentro daquilo que se acredita, sem julgar, sem mau dizer é a prova mais singela de que ela realmente existe, e que está acima de qualquer prejulgamento daqueles que não a sabe viver...
Umbanda é amor, humildade, paz, discernimento... Umbanda não é atitude dos tolos, da falta de fé, da descrença causada em nós por aqueles que não passam na peneira... Umbanda é esperança, a crença dos que tentam se encontrar... Umbanda é entendimento... Umbanda é evolução espiritual para àqueles que realmente querem e acreditam na evolução... Umbanda é caridade, é fé, esperança e amor...
Umbanda esta longe de ser aquilo que muitos seguidores se mostram dentro dos seus orgulhos egocêntricos e vaidosos...
Somos seres humanos errantes, falhos... Mas a Umbanda nos traz o que há de melhor para o nosso aperfeiçoamento espiritual... Ela nos ensina a caridade e humildade de nossos Pretos Velhos, a doçura dos sorrisos infantis de nossas crianças, a força de combater e vencer o mal do nosso pai Ogum, a Justiça honesta e honrosa de nosso pai Xangô, A garra e determinação de Oxóssi com seus caboclos, A Beleza da vida e seus encantos das Yabas, A esperteza dos Exus e toda sua falange para sobressairmos de todo o mal que nos afligem, a magia da linha do oriente, o calor humano e a bondade da linha dos Baianos, a alegria de viver dos marujos, a força de vontade e a determinação de nossos Boiadeiros, a cura espiritual de nosso pai Obaluaê... E toda vibração elementares de nossos Atabaques: "rum", "rumpi" e "le" tocados com muita fé e amor por nossos ogãs...seja pelo Alagbê (nação Ketu),  Runtó (nação Jeje)...
Não importa a religião, nação, o importante é o respeito à fé, as crenças... O bem que elas podem nos causar a orientação justa e coerente que ela pode nos guiar dentro da sua simplicidade e espiritualidade.
Muitos se perdem na religião em si, deixam a vaidade tomarem conta, esquecem a verdadeira essência do que é ser médium, espirita, Umbandista, etc... À medida que passam a ter conhecimento, sabedoria, alguns se tornam arrogantes, egoístas, julgam-se superiores... Não é sua idade de santo, seus conhecimentos e sabedoria que definem e determinam sua evolução, mas sim sua conduta perante a tudo e a todos.
Não existe religião uma melhor que a outra, se tudo que fizermos é em nome de Deus, lembre-se que Deus é um só... O que existe realmente são seres se achando melhor que os outros... E se realmente queremos respeito, então começamos a respeitar uns aos outros e refletir melhor sobre nossa conduta. Sejamos reflexo do que realmente a nossa religião ensina antes de julgar e a apontar, e ainda mesmo assim isso não nos dar um direito de julgar e nem condenar.
Antes de qualquer conhecimento, conheça o Criador do universo, Olorum, Zambi, Nzambi, ou ou Nzambi Mpungu (Zambiapongo), ou qualquer que seja o nome que lhes dê: Jeová, Alá, Brahama, Deus, pouco significa perante o criador, são apenas formas diferentes para expressar a mesma coisa. Então sendo ele o criador do universo permita-o em seu universo interior e verá a vida, o mundo de forma mais humana, com mais respeito com você e com o próximo!
O que ainda me move é a minha Religião e a esperança que muitos já descrentes dizem que é em vão... Viverei tentando, acreditando... Um dia hei de partir, mas comigo levarei a certeza de que fiz a minha parte, de que pelo menos eu tentei fazer, acreditando sempre naquilo que penso, sinto... Mesmo com todas as minhas falhas, desobediência, erros, fraquezas... Da minha fé, essa eu jamais vou abrir mão! Afinal é a fé que nos guia, não é mesmo?
Axé

Minha Umbanda Querida!

 
 
Conheço muitas pessoas, tenho muitos amigos, mas nem todos me conhecem tão bem a ponto de saberem qual minha comida preferida, meu perfume, meu time do coração, muito menos a minha religião. Minha querida e amada religião.
Eu fui criada no catolicismo a qual tenho muito respeito, como também respeito todas as religiões.
A quem me perguntar qual a minha religião eu respondo com orgulho, sem preconceito ou medo de sofrer alguma discriminação. Poucos sabem que sou Umbandista, por que não uso a vaidade, não sou do tipo que pendura uma melancia no pescoço para chamar a atenção dos outros para a minha fé e no que acredito.
Minha religião consiste em praticar o bem, a caridade, o amor, ajudar a quem precisa. Minha personalidade, minhas falhas, minha conduta, não está relacionada à minha religião. Minha família, amigos, festas, também não estão relacionada a ela. A única coisa que está relacionada à minha religião é a minha fé, minha crença e a forma que eu a conduzo sem vaidades. Tenho uma vida social, profissional, pessoal e religiosa, onde não as misturo, pois para cada uma delas disponibilizo meu tempo, para cada uma delas me entrego de maneira singela e respeitosa.
Descobri minha mediunidade 17 anos atrás, apesar de que, desde criança aconteciam fatos comigo que só fui entender depois de conhecer o lado espiritual da vida, mas mesmo sem saber, já havia em mim uma entrega, uma satisfação por tudo àquilo que, no entanto ainda era um mistério para mim.
Quando eu ainda era uma criança, via a minha avó materna, ascendendo velas para São Cosme e São Damião. Faziam-se carurus com samba de roda ao som de pandeiro cantava-se para Cosme e Damião e na roda eu via pessoas dançando parecendo que estavam em transe, eu ficava paralisada, fixava meu olhar ingênuo cheio de encantos, tudo aquilo me chamava, mas eu não entendia o porquê e nem ao certo o que estava acontecendo ali.
Vou fazer 33anos, aprendi muita coisa e sei que tenho muito mais a aprender para estar sempre firme e forte nesta minha caminhada sem fim.
Sei que muitos devem estar se perguntando o porquê de só agora eu resolver falar sobre minhas crenças, minha fé e minha religião, é simples, por que este foi meu único meio de expor o que eu estou sentindo neste momento sem ser censurada, interrompida, pois este espaço é meu e nele ninguém me mandará calar a boca. O que vai acontecer depois? Bom, estou preparada para tudo até mesmo se minha opinião não for respeitada. Se eu posso sofrer alguma retaliação diante do que colocarei aqui? Se assim for, seguirei de cabeça erguida e alma lavada.


A vida nos ensina. A religião nos ensina. Tudo em nossa vida é um aprendizado, cabe a nós tirarmos proveito do melhor para nosso aperfeiçoamento, porém, posso até estar errada, mas cheguei a uma conclusão de que vaidades e doutrinas inventadas podem nos tornar limitados. Por isso, deixo de lado as convenções sociais e crenças impostas no que fui até agora. O amanhã é construído hoje com o que quero de Novo pra mim. Vou reviver com minha velha roupagem, as quais me mostraram a verdadeira essência de tudo que nunca deixei de Ser: UMA UMBANDISTA.
O inicio, a criação, o que deu origem a Umbanda para mim é mais fortificante, sensato e persuasivo do que a modernização em que ela se encontra hoje, formando médiuns cheios de vaidades.
Aprendi a dar meus primeiros passos na religião guiada, por muita luz, humildade, simplicidade e cumplicidade com meus irmãos de fé, meus ensinamentos me dirigia a um caminho encantado mostrando como se faz a caridade e a importância de fazê-la. Aprendi que as “estrelas” são os orixás e que sua luz, são as entidades que vinham em terra ajudar aos necessitados e assim aperfeiçoariam sua evolução espiritual.
Engatinhei muito, até ficar de pé e começar a andar nesta infinita bondade chamada UMBANDA. O que no inicio me dava medo, logo fui mim descobrindo e descobrindo o quanto está energia positiva que parecia correr pelo meu corpo junto com meu sangue era gratificante. A pureza me fascinava, era uma magia inexplicável. Não eram só os pontos, o som dos atabaques, mas também toda conjuntura que ali se encontrava: Médiuns, guias, energia, alegria, satisfação, principalmente a SATISFAÇÃO.
Os tempos se passaram a essência ainda continua comigo, mas percebo que criaram uma UMBANDA inventada, modernizada, cheias de doutrinas incoerentes, diferente de tudo que ficou pra trás, do que ensinaram nossos PRETOS VELHOS, nossos CABOCLINOS DA JUREMA, as entidades estão perdendo seu lugar para médiuns cheios de vaidades, egocentrismo, narcisismo que se colocam como astros para a plateia aplaudirem. Médiuns que estão mais preocupados em satisfazerem seus caprichos em vez de se ocuparem em fazer o que a religião instrui e ensina: CARIDADE e HUMILDADE. Colocam-se em um pedestal, tornam-se arrogantes e dispersam tudo que deu origem a nossa linda e infinita UMBANDA. De quem é a culpa? Minha é que não é!
Fica aqui o meu desabafo!
Não perdi minha fé, não estou descrente. Acredito na Umbanda que tenho dentro de mim, essa ninguém pode mudar!
maleime minha mãe Oxum, mas somente vós sabes da minha dor neste momento!
PS;
Este texto foi publicado no meu Blog particular no dia 16 de agosto de 2011 Blog Mislene Lopes
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